Contra fatos não há argumentos!!!

Depois de meses afastada, por puro relaxo mesmo ( se não fosse o Hades, isso aqui teria acabado), eu gostaria de voltar e escrever algo sobre o Bentinho, sobre a Cicarelli liberando geral, sobre Alckimin, Serra e etc… No entanto, problemas domésticos me abalaram profundamente. Fui tomada de imenso desânimo, desesperança e desalento… Lágrimas insistem em saltar de meus olhos…

Só posso dizer que, contra fatos (e fotos) não há argumentos. E termino este post com uma singela pergunta (e um medo profundo da resposta): Marcelo, vc ainda quer casar comigo???

 

  

 

POSTED BY Perséfone ON 09.24.06 @ 22:41 pm | 27 Comments

O ministério da saúde adverte…

…orgasmo é prejudicial a saúde… Ao menos a saúde profissional de quem goza.

Oras veja bem, a senhorinha que gozou ouvindo o Roberto “rei perneta” Carlos cantando foi demitida. O namorado da Daniela Cicarelli ta correndo o risco de entrar na fila do desemprego também…

Hoje em dia a pessoa nem pode mais dar umazinha na praia que já fica todo mundo achando um absurdo.

Eu quero mais é gozar ouvindo côncavo e convexo.

Eita povo careta.

POSTED BY Hades ON 09.21.06 @ 15:36 pm | 7 Comments

Organismo Bentônico.

A mais de um século, um velho inglês barbudo, bastante viajado e amargurado pela perda de sua filha predileta, decidiu por publicar um livro cuja teoria proposta se tornou mais polêmica do que se poderia imaginar.

O velho Darwin propôs que a biodiversidade do planeta se dava por um mecanismo de seleção, natural ou artificial. Sua teoria criou conclusões bastante lógicas, mas aterradoras para os fundamentalistas religiosos de todas as épocas que seguiram.

Des de então a seleção natural darwiniana vem sendo debatida, questionada e colocada em dúvida por anos a fio, e vem sobrevivendo bravamente a este processo de falseabilidade. Ninguém até hoje conseguiu juntar fatos que demonstrassem que a evolução natural não ocorre.

Os mecanismos pelo qual o vírus da AIDS se utiliza para infectar e agir, bem como sua forma de transmissão também são bem conhecidos e discutidos.

Ai aparece um velho inquisidor alemão que subiu de cargo para Papa e diz que a AIDS deve ser combatida com a fé e que a evolução é irracional…

Assim, do nada, em um único mês o Sr. Bento XVI, mesmo sem nunca ter se dedicado ao estudo cientifico, atesta suas opiniões fundamentadas em “achos” como se fossem a verdade absoluta.

Irracional é falar com propriedade sobre o que não se tem conhecimento… Mais ou menos como o Bento aí.

 

POSTED BY Hades ON 09.15.06 @ 12:44 pm | 9 Comments

Homo Patronus.

- Oi chefe, chamou?

- Chamei sim, vc pode ficar até mais tarde hoje?

- Putz, nem posso. Tenho palestra na faculdade hoje.

- Palestra? Xiiii, relaxa, um dia vc vai ficar rico e essa palestra não vai servir pra nada.

- Não?

- Não ué.

- E por que não?

- Porque biologia não da dinheiro pra ninguém não cara.

- Não?

- Não porra. Eu tenho dinheiro e não sou biólogo. Se fosse, certamente seria um proletário, mais ou menos como vc.

- Faz sentido.

- Claro que faz, por isso eu sou chefe. Falando nisso, vai logo fazer esse serviço que eu to com pressa.

- E a minha palestra?

- Sei lá, faz o seguinte, faz esse serviço logo. Quanto mais rápido vc terminar, mais rápido vc vai embora.

- Ta bom.

- Então vai que daqui a pouco eu vou lá mudar tudo o que vc fez e tomar sua idéia pra mim.

Não foi assim, mas bem que podia ter sido.

POSTED BY Hades ON 09.14.06 @ 14:10 pm | 2 Comments

In Linux I trust.

Ando lendo um bocado de reviews de pessoas que tentam se aventurar pelo mundo Linux. Nesses reviews, ando lendo um bocado de bobagem de gente que não entende bem sobre o tão polêmico sistema operacional e acaba criticando de forma equivocada diversos pontos.

Uma breve introdução: O Gnu/Linux é um sistema operacional baseado no Unix e que roda em pc’s. O kernel (algo parecido como o cérebro do sistema operacional), chamado de Linux propriamente, foi criado pelo Sr. Linus Torvalds como projeto de faculdade. É a união do kernel linux, com o sistema operacional do projeto Gnu, que originou o Gnu/Linux comumente abreviado para Linux. O Linux ganhou força quando atingiu maturidade real para concorrer com o Windows, em termos financeiros é uma opção relativamente barata se comparada a servidores, por exemplo, que rodam sobre Windows. De uns anos pra cá houve o surgimento de diversas distribuições (costumizações do Linux com a finalidade de otimizar o sistema operacional para fins específicos) com o intuito de tornar o Linux mais amigável para usuários inexperientes e elevá-lo ao patamar que o Windows goza hoje nos desktops de todo o mundo.

Aí que agora é cult baixar uma distribuição qualquer, instalar sem fazer muita idéia o que exatamente esta se passando e depois escrever um review pobre e que não faz jus ao que esta sendo analisado.

Algumas reclamações são bem estereotipadas:

“Linux é coisa pra nerd bundão que não sai de casa. Só será um sistema operacional decente quando minha mãe souber utilizá-lo” (Vários blogs e comentários pela net).

Esse é provavelmente o comentário mais sem sentido que alguém pode fazer. É fundamentado no total desconhecimento do sistema operacional. Coisa de quem jamais botou os olhos em qualquer distribuição Linux. O Linux é um sistema operacional pra lá de decente, e não só minha mãe utiliza ele, também meu pai, minha irmã de 10 anos e minha outra irmã de 20.

O argumento acima as vezes vem com o complemento “minha mãe jamais conseguiria instalar uma impressora no Linux”. Esse argumento ainda será abordado mais a frente com mais detalhes, o que eu digo de imediato é que minha mãe jamais conseguiria instalar uma impressora no Windows, me arrisco a dizer que ela teria mais sucesso no Linux.

“Ué, e onde está a comunidade? Nesses milhões de usuarios naum tem ninguém pra fazer uma bosta de um driver?” (Comentarista xiita em outro blog).

Ter até tem, e na verdade, tem uma pancada de gente que passa seu tempo livre fazendo exatamente isso. Acontece que existe uma série de problemas em relação a “fazer uma bosta de um driver”. O principal problema é que a maioria dos drivers é proprietário e seu código, portanto, não é livre. Não existe documentação (ou ela é incompleta) sobre formas de se comunicar com os mais diversos hardwares existentes no mercado e grande parte das empresas de hardware não se preocupam em dar suporte a ambientes Linux. Sem falar dos problemas com patente.

Portanto, as coisas tem que ser feitas, mais ou menos, por engenharia reversa. Isso limita e muito a criação de suporte não oficial (feito pela comunidade). O suporte oficial nem sempre existe e na maioria das vezes é incompleto muito embora existam empresas sérias e comprometidas com seus consumidores e que de fato trabalham para fazer com que seus hardwares funcionem perfeitamente em qualquer sistema, a nVídia, a Intel e a HP são bons exemplos.

É aí que voltamos ao problema de sua mãe instalar a impressora. A culpa de algum hardware não funcionar não é do sistema operacional, é do fabricante. Não é o sistema operacional que deve prover os drivers para cada hardware que surge no mercado, nem o Windows e nem o Linux fazem isso.

Vou mais longe ainda e me arrisco dizer que, graças ao suporte da comunidade, se todos os fabricantes de hardware decidissem hoje que não vão mais produzir nenhum tipo de driver para seus produtos, o Linux seria de longe o sistema operacional com maior suporte do mercado.

“O suporte USB em Linux é, de fato, esquisito. Acostumados que estamos a xingar a Microsoft, aprendi o quando o plug-and-play é maravilhoso.” (Bia Kunze – Garota sem fio).

O USB no Linux esta longe de ser esquisito. E o mundo plug-and-play é maravilhoso no linux tb. Em qualquer distribuição moderna cujo objetivo seja a utilização em desktops comuns, basta plugar qualquer máquina fotográfica para que ela seja imediatamente reconhecida e tenha seus dados disponíveis, muito parecido com o que ocorre no Windows. Na distribuição que uso (OpenSUSE 10.1), bastou eu plugar a impressora para o sistema operacional me apresentar uma tela dizendo que tinha identificado o modelo e que a instalação havia sido concluída com sucesso…

Eu sequer precisei confirmar nada, o sistema identificou e instalou o hardware, muito mais fácil que no Windows.

A Bia também reclama da integração de seu iPod. O problema mais uma vez é do fabricante. A comunidade resolveu o problema criando players que suportem o sincronismo com o player da Apple, no entanto, eles podem não apresentar todas as funcionalidades que o iTunes apresenta. Mais uma vez insisto que o Linux nada tem de culpado nisso, é de responsabilidade única da Apple dar suporte ou não para o Linux, assim como o faz com o Windows.

“O Linux é um sistema que ainda tem muito que evoluir” (Comentário deixado na comunidade SUSE BR).

É verdade, o sistema tem muito o que evoluir. Assim como o Windows ou como o Mac OS X. Evolução é a chave para o sucesso de qualquer sistema operacional. A estagnação é prejudicial demais em um mundo tão competitivo. Ao meu ver, o Linux é seguramente o sistema operacional que mais evolui. Essa evolução ocorre principalmente pq o sistema conta com a ajuda da comunidade e todo avanço que se faz é automaticamente distribuído e difundido. Sistemas proprietários tem maior dificuldade em progredir pois sua evolução se baseia em um sistema fechado e pouco cooperativo.

É importante, quando fazemos um review, avaliarmos muito bem o que estamos escrevendo e se nossas reclamações estão relacionadas diretamente ao produto analisado ou a outros motivos. Quem faz um review está influenciando o poder de decisão das pessoas, muitas de forma irreversível e injusta.

POSTED BY Hades ON 09.12.06 @ 17:14 pm | 4 Comments

Moderação!

Uma das razões que me levaram a moderar os comentários antes de efetivamente publicá-los no blog é o processo sofrido pelo blog Mídia Marrom.

O blog foi condenado a pagar R$ 3.500,00 de indenização por um comentário ofensivo feito por um visitante. Como pode ser observado na notícia publicada pela Folha, o processo não levou em consideração sequer a possibilidade de identificação de quem fez o comentário ofensivo.

Recomendo portanto a todos que tenham cuidado com os comentários, moderar traz a vantagem de vc poder ler o comentário feito e impedir eventuais problemas legais simplesmente não permitindo a exibição pública deste.

Peço a todos que continuem comentando sem ressalvas, eu sempre irei ler o comentário e responderei, mesmo que o dito fique como não dito.

POSTED BY Hades ON 09.11.06 @ 10:26 am | 5 Comments

Plutão anão.

Eu sei que o assunto já até saiu da mídia e tudo o mais. Mas durante esse furor todo que foi a mudança classificatória de Plutão eu li diversos textos, crônicas e opiniões a respeito do assunto. Alguns deles questionando a real relevância de se realizar uma convenção para decidir se Plutão é ou não planeta em detrimento de, por exemplo, investir o dinheiro gasto em pesquisas com resultados de importância mais imediata, ao exemplo de cura de câncer ou solução para a má distribuição de alimentos no mundo.

Na minha opinião esse tipo de argumento é assistencialista demais, desconsidera o amplo cenário científico, bem como o método em si, e transfere para a ciência uma responsabilidade que não lhe pertence.

A ciência não se presta a resolver os problemas do mundo, esse não é seu papel, seu papel é investigar os mecanismos naturais que regem determinados fenômenos naturais. A solução de certos problemas é o produto da investigação de tais mecanismos, mas não é o objetivo primário da ciência.

Ora que para se estudar tais fenômenos é preciso sistematizar e classificar os elementos que dele fazem parte. Todos os ramos da ciência realizam classificações diversas, a biologia é o exemplo mais fácil de ser lembrado embora ainda possamos citar o exemplo da química e sua tabela periódica.

É fato que o que não interfere diretamente com o decorrer de nossas vidas parece não ter importância. Minha vida não mudou em absoluto com a modificação classificatória de Plutão, mas a de milhares (ou milhões) de astrônomos mudou drásticamente.

É por isso que defendo a convenção e os resultados que ela produziu pois sei que mudanças similares estão sendo propostas para as classificações da biologia (e como todos sabem, a biologia é meu ramo de estudo bem como o da Perséfone). E embora essas prováveis mudanças não venham a afetar diretamente a vida de um astrônomo, irá afetar a minha de forma bastante relevante.

O dinheiro gasto em tal convenção, portanto, não foi mal empregado. E não o foi por dois motivos.

O primeiro e mais óbvio diz respeito a captação desse dinheiro, a IAU é uma associação que não esta ligada a governos e a captação de renda é proveniente da associação de seus membros bem como a manutenção dessa associação, algo que deve se aproximar razoavelmente aos conselhos regionais (como o CRBio).

Segundo que é lógico uma associação internacional astronômica gastar o dinheiro que capta com assuntos de seu interesse, assim como é lógico esperar que associações médicas utilizem sua verba para pesquisas relacionadas a sua área, e não com a classificação de Plutão.

E é assim que se faz ciência, não se pode desconsiderar ou rebaixar a importância de nenhum ramo de conhecimento pois não é raro as vezes em que as descobertas de um ramo acabam por fundamentar bases que impulsionam o avanço de outro ramo.

POSTED BY Hades ON 09.05.06 @ 13:22 pm | 4 Comments



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